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riscos_e_rabiscos

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* Nada escapa aos olhos das crianças...*

De manhã fiz a higiene habitual tomando uma banhoca e como hoje o dia nos brindou com um lindo céu azul e um sol de inverno quentinho e aconchegante, esmerei-me na secagem do cabelo. 

 

Chego à minha primeira turma e tenho um menino e uma menina a perguntarem-me:

 

- Ó teacher, esticaste o cabelo?

 

Surpreendida pela pergunta, respondi:

 

- Sim e não... sequei normalmente e como hoje está sol e não há humidade no ar, não tenho os poltergeists todos levantados na cabeça...

 

Risota geral. Pergunta o menino:

 

- Polter quê? 

 

Eu explico:

 

- Poltergeists... são assim uma espécie de fantasmas que, neste caso, são os cabelos pequeninos que estão a nascer e que ficam no ar parecendo fantasminhas a dançar...

 

Risota geral de novo. É tão bom poder brincar e rir com os meus meninos. Há turmas que sabem estar e que sabem quando é hora de brincar e de trabalhar.  

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* Meninas, isto pode interessar-vos... *

Gostei muito de ler este texto, escrito de forma irrepreensível, reparem na forma magnífica como as palavras são escritas!

Gostei da forma clara e elucidativa como é demonstrada a grandeza de caráter desta pessoa.

Gosto muito de vocês, meninas, e só quero o vosso bem, por isso, achei que alguma de vocês se poderia candidatar à vida de princesa que este príncipe está a oferecer.

Não fosse eu comprometida e já teria "amandado" uma candidatura!

Bijous três jolie pra vos!

 

rir1.jpg

 

Conversa caricata.

Como disse ontem, fui ao "hospital" com o meu passe para tratar o chip. Tal como suspeitava, o chip já está cadáver (lol) e não há nada a fazer a não ser o funeral. Já tenho a papelada necessária para doptar outro passe com um chip zero quilómetros.

 

Apanhei a camioneta de regresso a casa e duas ou três paragens à frente, entram duas senhoras de muletas. Sentam-se à minha frente e começam a falar uma com a outra acerca da fisioterapioa que estão a fazer, das suas maleitas e respectivos progressos. A determinada altura começam a falar de massagens e exercícios que faziam.

 

Uma delas, a mais velhota,  começa a contar à outra:

 

- Olhe quando ela me começa a fazer massagem e me toca aqui (tocou na perna), dá-me cá uma câmara...!

 

{#emotions_dlg.sarcastic}{#emotions_dlg.lol}{#emotions_dlg.happy}

Virei a cara para a janela e só não me escangalhei a rir porque parecia mal. Mas que o meu inner self se riu a bandeiras despregadas, garanto que riu! 

Whati...? What's Up...?

 

Estou a ensinar aos meus meninos as profissões e os respectivos locais onde elas são exercidas, bem como os verbos que designam a acção da correspondente profissão. Perceberam? Não? Já vão perceber a seguir.

 

Mandei ler, em voz alta, umas frases do livro para depois poder explicar como se fazia a frase interrogativa no Present Simple. Toda a gente leu muito bem e certinho. Saltei para o quadro com o intuito de esmiuçar aquilo tudo e explicar o porquê da coisa.

 

Às tantas, peguei nas seguintes frases:

A firefighter puts out fires.

A pilot flies a plane.

 

Comecei a ouvir uma risotinha. Pensei com os meus botões "querem ver que disse algum disparate e não dei por isso" e prossegui. Voltei a pegar nas frases para explicar os verbos e de novo mais risotinha.

Olhei para a loira mais linda lá da escola, mas cuja inteligência é proporcinalmente inversa à beleza, e percebi tudo! Aquela linda cabecinha não dá para grandes coisas mas para a malandrice já dá e bem!

 

Assim que a menina ouviu dizer "putaut" (put out) e a explicação de que um piloto "não voa" um avião mas sim pilota-o, portanto é o verbo pilotar, ficou com as hormonas aos saltos e com fernicoques nos dentinhos e desatou a rir-se. O mais caricato é que me pareceu que os outros não atingiram a coisa. Hihihihi!

 

Já viram isto?! Uma pessoa já não pode explicar nada inocentemente pois é logo apanhada pelas mentes malandras destas gentes pequenas. Está tudo doido, é o que é! Já não me bastava o jardim zoológico! Err... só uma curiosidade... dois habitantes foram para o céu mas já há outro novo habitante... :/ Ah, e não me esqueci do prometido post sobre o zoo... não tenho é tido inspiração suficiente para o postar. Mas há-de aparecer...

 

 

Mas Onde É Que Estão...?!

 

Devo começar por dizer já que hoje “tou aim”. Significa isto que estou doentinha, não sei se constipada se com vontade de ficar constipada. Ehhhh!

 

Apesar do meu estado “aim”, dei a minha explicação matinal, subi e desci até ao 3º andar duas vezes seguidas e fui enfrentar as feras do convento e do zoo*. E consegui combater tudo isto apenas com uns manuais escolares e dois pacotes de lenços de papel!

 

Ia eu no bus meia zombie por causa do meu estado “aim”, quando entra um velhote e se senta num lugar da frente. Mal arranca o bus, o velhote deixa cair qualquer coisa. Andou às apalpadelas no chão durante um bocado mas não percebi se tinha apanhado ou não o que deixara cair.

 

O bus continuou o seu percurso e eu continuei distraída no meu “zombinanço”. Entretanto, numa paragem, o velhote levanta-se e dirige-se à porta da frente. Baixa-se e começa a tentar tirar algo de debaixo da porta.

 

O motorista estranhando aquilo e pensando que qualquer coisa que fosse do velhote tivesse caído e ficado entalado, dizia-lhe “mas o que é que o senhor está a fazer? Não mexa aí…” mas o pior é que o velhote não dizia nem ai, nem ui e lá tentava tirar algo.

 

“Espere lá que eu fecho a porta” disse o motorista. A porta fechou-se e o motorista voltou a perguntar “mas o que é que o senhor está à procura?”. Finalmente o velhote respondeu “é que eu deixei cair os meus dentes…“. “Mas os seus dentes não estão ali…”, disse o motorista.

“Aquela coisa vermelha parecia os meus dentes…”, respondeu o velhote. Com uma paciência de Job o motorista volta a perguntar “mas já encontrou os dentes?”. O velhote pára, sente qualquer coisa e responde “afinal tenho-os na boca…”

 

Risota geral no bus!

 

 

 

 

 

»Isto irá dar um post espectacular… vão ver :P

Oh Dia Difícil!

Acordei com a sensação de não ter descansado nada: sonolenta, mole e com vontade de dormir mais 8 horas (pelo menos!). Ainda por cima a cama estava tão quentinha... e lá fora estava tanto frio... Mas o convento é mais forte do que eu e, contra-vontade, lá me arranjei, fiz o almoço e zarpei!

 

É nos momentos de pausa nos autocarros que aproveito para ir vendo a paisagem, reflectindo na vida e observando os outros.

Cheguei à conclusão de que o meu cérebro estava feito em picadinho por causa da malvada da torneira avariada do WC do vizinho do prédio ao lado. Ah mas o pior é que não pingava, corria mesmo! Grrrr!

É claro que tanta água só poderia originar um belo pesadelo e uma ida nocturna ao wc...

 

Hoje saiu-me a sorte grande: apanhei 2 cromos do bus!!! O primeiro foi um fulano com cerca de 30 anos com uma pista de aterragem considerável. Tinha resmas de tiques e era quase inevitável não olhar para ele, ainda mais porque ia sentado de frente para mim. Primeiro, foi uma respiração ofegante como se tivesse corrido a maratona. Seguiu-se um esticar de pescoço e abanar de cabeça que me fez lembrar aqueles cães de cabeça oscilante que se "usavam" nas chapeleiras dos carros antigamente.

 

Depois começou a fazer barulhos vocais: no início foi um imitar de "metralhadora" e depois um "linguajar" pra mim desconhecido.

Confesso que fiquei a pensar que o fulano podia ser um potencial psico-qualquer coisa. e quando ele sacou da sua malinha uma revista sobre material de guerra... O que vale é que cheguei, nesse instante, à minha paragem e me pisguei.

 

à vinda para casa, foi a vez das "bombinhas de mau cheiro". Só vos digo que o pessoal TODO do bus ia desmaiando. Quando entrou um fulano que insistia na abertura de uma janela, trouxe consigo aquele cheiro tão peculiar.

Se por um lado o cheiro é agoniante, por outro solta as gargalhas prisioneiras em nós. Obviamente, perante o pedido insistente do tal fulano para se abrir uma janela, associou-se imediatamente que este teria sido o autor de semelhante proeza.

Ao mesmo tempo que foi de arrasar - eu tapei o meu nariz com o cachecol -, foi hilariante. Pelo menos não morreu ninguém e o pessoal ficou todo bem disposto ao fim de um dia de trabalho!

 

 

Coisas Parentais…

 

Prometem que não se riem ao ler o meu post?
Quem achar que se vai desatar a rir, é melhor não ler… se calhar.
Hummm… não sei se vos conte…
Vou ali e já volto para reflectir sobre o assunto.
(…)
Voltei.
Decidi arriscar…
 
 
Coisas de Pai
 
Há uns tempos atrás, o meu pai andava com uma dor na perna que partiu aquando do seu acidente de automóvel.
Andava a queixar-se e a minha mãe recomendou que esfregasse a perna com a pomada para as dores que estava no armário da casa de banho. Ele assim o fez.
Andou a esfregar-se cerca de uma semana com a pomada e gabava as suas qualidades aliviatórias.
“A pomada é mesmo boa… tenho andado a esfregar-me com ela e as dores já quase desapareceram.” E vá de esfregadelas com a fabulosa pomada.
 
Um dia, entro eu na casa de banho e apanho-o a esfregar a perna com a pomada. Não queria acreditar no que os meus olhos viam! Pisguei-me dali sorrateiramente e fui sussurrar ao ouvido da minha mãe: “A pomada que o pai anda a esfregar na perna é a pasta de dentes…!!!”
 
***
 
Coisas de Mãe
 
No café, sentados à mesa enquanto lanchávamos, a minha mãe mostra-me a cara cheia de alergia. Era testa e bochechas todas avermelhadas da reacção alérgica. Nunca na minha vida vi assim a minha mãe. E é aí que ela explica porque estava assim, mas com ar recriminatório…
“Hoje pus na cara o creme anti-rugas que me ofereceste no Natal e fiquei assim… Fez-me alergia!”
Achei aquilo muito estranho até porque eu não lhe tinha oferecido nenhum anti-rugas. Pensei que teria sido sim o creme facial que lhe ofereci no Natal passado mas que, por acaso, não era anti-rugas. E expliquei-lhe isto, referindo-me ao tal creme.
Negou peremptoriamente ser o tal creme facial e disse-me que era o creme da embalagem roxa que eu lhe tinha oferecido.
Revi novamente que creme lhe tinha oferecido eu que tivesse embalagem roxa. Ah, pois, relembrei-me eu, foi o creme das pernas. “O creme da embalagem roxa é para as pernas… é natural que te tivesse alergia. O creme é para alívio das pernas cansadas e deve ter alguma substância que faz alergia na cara. Deve ser muito forte.
Ela voltou, novamente, a dizer que não era nada esse, que era o que eu lhe tinha oferecido este ano.
 
E foi aí que se fez luz na minha cabeça!!! O “creme” que eu lhe ofereci no Natal foi um champô!!! Ela leu na embalagem “anti” e depreendeu o “rugas”…
 
Já viram isto?!
 
 

Cliente Exigente

 

 

Chegámos à conclusão, eu e o N., de que não tínhamos nada em casa para jantar e decidimos ir ao supermercado do costume.
 
Precisava de umas coisas da charcutaria (recomendo o fiambre de frango ou de peru que são magros. Olhem a linha!) e fui retirar uma senha. Quando reparei na numeração ia-me dando uma coisa má pois tinha todo o supermercado à frente!
 
Como achei que tinha mais que fazer do estar ali a ser hipnotizada pela máquina de fatiar queijo e fiambre e o meu sistema olfactivo a ser invadido pelo cheiro maravilhoso dos enchidos e queijinhos, fui buscar os produtos que me faltavam.
 
Mesmo assim, ainda tive que esperar um pouco. Faltavam 4 senhas para a minha vez, doíam-me os pés e não me apetecia andar feita barata tonta. Eis senão quando chega uma senhora com um miúdo prai de 4 ou 5 anos. Ficou a aguardar a sua vez, tal como eu.
Fomos atendidas simultaneamente. Ela começou a fazer o seu pedido com a cara mais enjoada do mundo e o miúdo a fazer o seu pedido “pessoal”.
 
Como a mãe não lhe ligava nenhuma, o miúdo empoleirou-se ao balcão e disse:
 
- Queria duas gramas de chouriço, se faz favor!
 
Risota geral (excepto a trombuda da mãe)! É que não era nem mais uma nem menos uma grama, era aquela quantia exacta: duas gramas!
E como o cliente tem sempre razão, a senhora da charcutaria, deu-lhe uma fatia de chouriço que devia ter memos as duas gramas. Só vos digo que o puto comeu a fatia com uma cara de satisfação… Parecia que estava a comer um manjar dos deuses! Ahahahah!